Um pouco por todo o mundo milhões de mulheres em idade fértil não reconhecem a importância dos contracetivos. Por desconhecimento, devido à cultura, ou mesmo por não terem acesso a eles (especialmente em países subdesenvolvidos).

O uso de contracetivos permite não só evitar gravidezes indesejadas, mas também morte, abortos, e doenças sexualmente transmissíveis ou HIV. As mulheres devem também ter acesso e conhecimento do planeamento familiar.

Qual a Importância dos Contracetivos?

Promovem o planeamento familiar, assegurando relacionamentos saudáveis.

Previnem problemas de saúde relacionados com a gravidez, pois a mulher passa escolhe quando quer ficar grávida, o que tem impacto sobre a sua saúde e bem-estar. Nas mulheres mais jovens um bom contracetivo permite atrasar as gravidezes que acarretam riscos de saúde; enquanto nas mulheres mais velhas permite evitar gravidezes indesejadas que trarão problemas de saúde de acordo com a idade.

Ajuda a reduzir a mortalidade infantil, devido aos abortos que ocorrem em mulheres jovens que não tiveram em conta a importância dos contracetivos.

Previne a transmissão de HIV e doenças sexualmente transmissíveis, com recurso aos contracetivos, nomeadamente preservativos, conseguimos prevenir a transmissão de doenças, como o HIV, tendo como resultado menos bebés infetados. Além do preservativo masculino, também existe o preservativo feminino!

As pessoas passam a ter mais conhecimento e capacidades de decisão, passam a ter mais controlo sobre a sua saúde sexual, e reprodutividade. O planeamento familiar é uma excelente oportunidade para mulheres e homens se educarem quanto à importância dos contracetivos.

Reduz as gravidezes na adolescência, jovens grávidas por norma dão à luz bebés antes do término da gravidez, ou bebés abaixo do peso que deveriam ter. É também nestas idades mais jovens que as taxas de mortalidade neonatal são maiores. Além de que as jovens grávidas acabam por abandonar a escola.

Como fazer o planeamento familiar?

O planeamento familiar por norma é feito através de cuidados médicos, com o seu médico de família, ou especialista em ginecologia. É também através de mulheres mais velhas (nomeadamente as mães), que as jovens têm o primeiro contacto sobre o planeamento familiar.

Os conselhos para este planeamento familiar passam por aconselhamento de uso de pílulas para as mulheres, uso de preservativo (masculino ou feminino), ou mesmo outros métodos contracetivos que sejam adequados à idade da mulher.

Que contracetivos existem no mercado?

Existem vários métodos para prevenir gravidezes no mercado. Podemos dividir tais métodos em contracetivos modernos, ou contracetivos tradicionais.

Contracetivos modernos

  • Contracetivos orais (pílula) – contêm hormonas, estrogénio e progesterona, que inibem a libertação do óvulo. Protegem mais de 99% dos casos, quando usadas corretamente. Ajuda a reduzir risco de cancro endometrial e ovário.
  • Implantes – pequenas cápsulas colocadas sobre a pele no braço, que contém progesterona. Permite o espessamento da mucosa do útero, bloqueado que os espermatozoides e óvulos deem origem à fecundação. Protegem em mais de 99% dos casos. Tem de ser trocado a cada 3/5 anos por profissional de saúde.
  • Injeções de progesterona – a cada 2/3 meses, a mulher tem que levar uma injeção que permite espessar a mucosa do útero, que vai evitar a ovulação. Quando deixar de usar tal método, a fertilidade pode demorar quase 4 meses.
  • Uso de anel vaginal – liberta hormonas progestina e estrogénio durante dois meses através do anel. Evita a ovulação, no entanto é um método recente que ainda requer estudos.
  • Dispositivo intrauterino (DIU) – dispositivos de pequena dimensão e flexíveis que são colocados no útero. Têm uma componente de cobre que danifica o esperma e evita que estes alcancem os óvulos. Eficácia superior a 99%, têm de ser revistos anualmente. Também podem ser usados como contracetivo de emergência.
  • Preservativo masculino – espécie de saco, com plástico fino e resistente, que cobre o pénis masculino. Forma uma barreira que evita que o esperma chegue até ao óvulo. Quando usado corretamente previne gravidezes com eficácia, bem como doenças sexualmente transmissíveis e HIV.
  • Preservativo feminino – espécie de saco que se ajusta à vagina da mulher, é um plástico fino e resistente, que forma uma barreira que evita que o esperma se junte com o óvulo. Usado corretamente previne gravidezes, além de doenças sexualmente transmissíveis e HIV.
  • Vasectomia – basicamente é uma esterilização do homem, sendo um contracetivo permanente, que bloqueia a libertação de espermatozoide pelos canais deferentes do desde os testículos. Grande eficácia após 3 meses do procedimento. Não afeta o desempenho sexual do homem.
  • Laqueação das trompas de Falópio – método contracetivo permanente em que se bloqueia as trompas de Falópio, impedindo a libertação dos óvulos. Grande eficácia.
  • Pílulas do dia seguinte – pílula contracetiva do dia seguinte que permitem evitar a gravidez até 5 dias após a realização de sexo sem proteção. Pois atrasa a ovulação, mas não interrompe uma gravidez já iniciada.

Contracetivos tradicionais

  • Método do calendário – a mulher monitoriza o seu padrão menstrual, durante seis meses, retira 18 do ciclo mais curto (será o primeiro dia fértil) e subtrai 11 do ciclo mais longo (será o último dia fértil). Depois o casal tem que evitar sexo vaginal sem proteção entre o primeiro dia fértil e o último dia fértil. Há que ter cuidado com este método…
  • Coito – o homem retira o pénis da vagina e ejacula fora da vagina, mantendo o sémen longe da região genital da mulher. Assim previne a fertilização, mas é considerado um dos contracetivos menos eficazes, devido ao timing da ejaculação…